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Notícias

, ID:48
09 Jul 2020

Ansiedade afeta fertilidade?

Esperar que aqueles dois tracinhos indiquem a gravidez tão desejada não é fácil.
Muitas vezes, a ansiedade está ali, pulsante, o tempo todo presente na esperança de que o positivo venha logo e confirme que o sonho da gestação está se realizando.
Porém, é preciso estar atenta se for algo intenso e persistente, e se preciso buscar o apoio psicológico nessa hora.

Isso porque para que a gravidez ocorra um dos importantes fatores envolvidos é o equilíbrio hormonal, que pode ser afetado por disfunções psicológicas como a ansiedade, resultando, por exemplo, em problemas na ovulação.
A ansiedade pode atingir o sistema endócrino (cuja função está ligada à produção e liberação de hormônios fundamentais para o aparelho reprodutor), prejudicando as ações hormonais e por consequência sendo uma forte aliada da infertilidade; estresse constante também pode ter o mesmo efeito.

Inclusive, estudos relacionam, no homem, o estresse a alterações nas características dos espermatozoides, como concentração, motilidade e morfologia.
Na mulher, as questões emocionais podem comprometer, ainda, a maturação e o transporte dos óvulos, promovendo, até mesmo, a produção de algumas enzimas que tornam o útero desfavorável à gravidez.

O corpo e a mente conversam, portanto, um influencia o outro; não só na fertilidade, mas na saúde como um todo. Então, cuide da sua saúde mental sempre, combinado? Você merece uma saúde emocional de qualidade! ⠀
E lembre-se: busque ajuda de um especialista em reprodução humana, se necessário.
A sua hora vai chegar, não desista da sua família!
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, ID:47
07 Jul 2020
É bastante difundido que a hipertensão pode acarretar riscos e complicações durante a gestação e parto, mas você sabia que o problema pode também afetar a fertilidade?
A grande questão é que alguns remédios utilizados para controlar a pressão arterial podem promover o aumento da produção do “hormônio do leite” chamado prolactina, que em excesso e fora do período gestacional, pode causar alteração menstrual e problemas ovulatórios associados à infertilidade.

Com os homens não é diferente: determinados medicamentos para a hipertensão podem provocar infertilidade masculina e, inclusive, prejudicar a vida sexual.
Isso porque há indícios científicos de que não só a doença em si como também as medicações para tratá-la poderiam interferir na qualidade dos espermatozoides.

Por isso, é muito importante, para quem está em tratamento para hipertensão e deseja ter filhos, conversar com seu cardiologista e procurar um especialista em reprodução humana; em conjunto os profissionais podem alinhar a melhor maneira de transpor os obstáculos oferecidos pelo problema.

Além disso, vale ressaltar que o surgimento da pressão alta está ligado principalmente ao tabagismo, álcool e alimentação ruim. Então cuide de você, fique atenta ao seu estilo de vida.
E lembre-se sempre: não desista, busque ajuda!
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, ID:46
07 Jul 2020

Entenda a Receptividade Endometrial!

Hoje é dia de conversarmos sobre a receptividade endometrial.
O endométrio é o tecido que reveste o interior do útero, é nele onde o óvulo fecundado se instala. O papel dele é oferecer condições ideais para nutrição do óvulo fecundado e, portanto, implantação do embrião para início da gestação. Há um momento específico para isso ocorrer que pode ser por volta, geralmente, do dia 10 e 21 do ciclo menstrual: a chamada janela de implantação.
Desse modo, a receptividade endometrial é quando o endométrio está justamente nesse período mais receptivo à fixação do embrião no útero, de forma a acolhê-lo e auxiliar na sua implantação e desenvolvimento.

Há, inclusive, um teste específico de receptividade endometrial (ERA) que indica mais precisamente o momento em que o endométrio está pronto para receber o óvulo fertilizado.
Esse exame é importante porque parte das mulheres possui a janela de implantação, que citei acima, em dias do ciclo que fogem do padrão.


Então, sobretudo na Fertilização in Vitro (FIV), alinhar a transferência embrionária no tempo certo para a implantação adequada do embrião no útero é extremamente importante para diminuir os riscos de falha e aumentar as chances de gravidez.
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, ID:45
07 Jul 2020
Você já ouviu falar da Anovulação? Ela é basicamente a ausência da ovulação.

Vamos entender: normalmente a mulher ovula mensalmente, ou seja, todos os meses o óvulo amadurece, é liberado por um dos ovários para ser fecundado e ocorrer uma possível gravidez.

Desse modo, se o óvulo não é liberado pelo ovário (ciclo anovulatório) não há gestação, e temos um sinal de que pode haver um distúrbio hormonal. Nesse caso, os hormônios não estão em níveis adequados para promover a ovulação.
É normal que isso aconteça em um ou outro ciclo, principalmente após a primeira menstruação e perto da menopausa, mas se for algo persistente na vida fértil da mulher é importante buscar auxílio de um especialista.

As causas da anovulação incluem Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), distúrbios no funcionamento da glândula tireoide, hiperprolactinemia (produção excessiva da substância que age na fabricação do leite), tumores, peso abaixo ou acima do normal.

Os sinais do problema consistem em ciclos menstruais irregulares, curtos e com atrasos significativos, sangramento visivelmente menor (ou inexistente - não menstruar por 3 meses seguidos já é um alerta importante) e ausência do muco habitual mais espesso associado ao período fértil. O médico, inclusive, consegue detectar a ausência de ovulação por meio de exames.

Vale ressaltar que a reprodução assistida é uma forte aliada de mulheres com problemas ovulatórios que desejam engravidar. Não desista, busque ajuda!
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, ID:43
07 Jul 2020

Uso prolongado de anticoncepcional afeta fertilidade?

Você aí que é tentante pode já ter se perguntado se o uso do anticoncepcional por longos anos afetou sua fertilidade de alguma forma. Mas eu venho tranquilizá-la quanto a isso: segundo a própria Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), não há dados científicos que comprovem essa possível consequência do remédio.

Um estudo da revista Human Reprodution, inclusive, atestou que a utilização contínua de pílulas anticoncepcionais não reduz as chances de gravidez, em comparação às mulheres que não fazem uso da medicação.

Vale ressaltar que no caso do anticoncepcional oral, adesivo ou anel vaginal, o retorno à fertilidade pode ser imediato ou, em alguns casos, requer uma espera de 2 a 3 ciclos para regularização menstrual.

Já em relação ao anticoncepcional injetável ou por implante, essa regularização pode demorar um pouco mais para acontecer, de seis a nove meses.

E lembre-se: não desista da sua família!
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, ID:42
07 Jul 2020
Devo ficar de repouso?

Cientificamente, não há nada que afirme que a implantação do embrião no útero é beneficiada de alguma forma com o repouso após a FIV, porém alguns especialistas indicam sim o repouso absoluto por dois dias. Até porque é um processo um tanto desgastante tanto fisicamente quanto emocionalmente, então um tempo de descanso pode ser uma boa ideia.

Químicas no cabelo como coloração podem?

Só são permitidas durante a indução da ovulação. Mas, após a implantação dos embriões, são contraindicadas. Em contato com o couro cabeludo, essas substâncias chegam à corrente sanguínea, podendo prejudicar os embriões. Se confirmada a gravidez, essa recomendação se posterga também para o primeiro trimestre da gestação. Só após este período está liberada a tintura com produtos naturais, como hena e tonalizantes; o importante é não conter amônia na sua composição.


Exercícios físicos são contraindicados?

Infelizmente, se houver um esforço excessivo, é possível que o embrião se desloque e não seja implantado no útero. É fundamental ter cuidado com atividades físicas e evitar ao máximo carregar muito peso. É uma precaução importante a ser tomada, inclusive, desde o início da estimulação ovariana.

Na dúvida, sempre converse com seu médico!
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, ID:39
15 Jun 2020
O congelamento de óvulos é uma técnica muito importante para planejar a maternidade e preservar a fertilidade.
Com esse procedimento, é possível promover a conservação da qualidade dos seus óvulos por vários anos, aumentando assim as taxas de sucesso de uma gravidez futura. Aí surgem algumas perguntas comuns:

Quando o congelamento de óvulos é indicado?

➡ Para mulheres de até 40 anos (o quanto antes melhor), com ou sem parceiro, que desejem engravidar mais tarde;
➡ Se o casal por meio da fertilização in vitro teve como resultado óvulos em excesso durante o tratamento;
➡ Para a mulher que possui histórico familiar de menopausa precoce (a ovulação pode parar antes dos 30 anos);
➡ Antes de se submeter a tratamentos como quimioterapia ou radioterapia (se for o parceiro o paciente quimioterápico, ele também pode congelar o sêmen; é possível ainda congelar o óvulo já fecundado).



Quantos óvulos devo congelar?

➡ Nesse caso, vai depender da faixa etária da mulher, por isso a quantidade necessária pode variar de 10 a 20 óvulos. Lembrando que a possibilidade de gravidez relacionada a óvulos congelados está ligada à idade da mulher no momento do congelamento, e não na idade em que haverá implantação e possível gestação.

Há um tempo máximo para o congelamento de óvulos?

➡Normalmente os óvulos ficam congelados por até 10 anos.
Vale ressaltar também que, para implantação dos óvulos fecundados, a idade limite é de 50 anos de idade.

Como ele é feito?

➡ É feito primeiramente um preparo com exames importantes;
➡ Posteriormente, a estimulação ovariana entra em cena;
➡ Depois, é realizada a coleta dos folículos dos ovários (onde estão os óvulos), que acontece em um centro cirúrgico, com sedação;
➡ Após os folículos serem coletados da mulher, os óvulos são retirados de dentro deles após duas horas, quando já sofreram o que chamamos de “maturação”;
➡ Desse modo, os óvulos maduros e mais qualificados são mergulhados em uma substância especial e protetora que combate a formação de cristais (fator que os danificaria);
➡ Em seguida, são armazenados em nitrogênio líquido, onde ocorre o congelamento.
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, ID:37
15 Jun 2020

Muitas mulheres ficam receosas após um aborto espontâneo, com medo de que ele seja um sinal de infertilidade ou mesmo que sua ocorrência possa afetar o sucesso de uma gravidez futura, prejudicando a fertilidade. Mas, de modo geral, isso é um MITO.

É importante lembrar que, infelizmente, ele é comum no primeiro trimestre da gravidez; estima-se que uma em cada cinco mulheres sofre um aborto espontâneo.

Um estudo da Universidade de Aberdeen, na Escócia, observou, inclusive, que mulheres que tentaram engravidar em até seis meses após um aborto demonstraram melhores chances de fertilidade e menos complicações em uma nova gravidez do que aquelas que esperaram mais de 24 meses para tentar novamente uma gestação.



Portanto, fique tranquila! O alerta que faço é que após dois abortos ou mais aí sim precisamos ficar atentos e investigar. É preciso verificar a causa deles que em alguns casos pode envolver, por exemplo, alguma doença autoimune ou mesmo o mioma intramural.
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, ID:38
15 Jun 2020
Segundo a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), quatro em cada 10 brasileiras em idade reprodutiva realizam a laqueadura tubária – procedimento de esterilização na mulher, em que as trompas uterinas são cortadas ou amarradas. A entidade destaca que dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) colocam o Brasil entre os países com maiores índices do procedimento.

Mas se você fez laqueadura, se arrependeu e agora decidiu engravidar, saiba que é possível sim e a Fertilização in Vitro (FIV) é uma das melhores alternativas nesses casos.
Como a cirurgia promove o bloqueio das tubas, que é onde ocorre a fecundação do óvulo, na FIV esse processo é realizado fora do útero.
Resumidamente, no geral, acontece assim:

- Estimulação ovariana da paciente;
- Acompanhamento pelo ultrassom;
- Aspiração dos óvulos;
- Seleção dos melhores óvulos e espermatozoides para realizar a fecundação em laboratório;
- Em seguida, após o óvulo ser fertilizado, de 2 a 5 dias, o agora embrião considerado com melhor chance de êxito é transferido (por meio de um cateter especial) para o útero.

A taxa de sucesso depende de vários fatores, entre eles a idade da mulher. Então converse com um especialista em reprodução humana, tire todas as suas dúvidas, siga as orientações e não desista da sua família.
Se arrepender faz parte da vida, não se sinta culpada, corra atrás dos seus sonhos!
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, ID:34
15 Jun 2020
Fiquem atentos! A terceira e última fase da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe teve início esta semana. Dentre os públicos que são focos da ação estão as crianças de seis meses a menores de seis anos, gestantes, e mães no pós-parto (até 45 dias), que inclusive passam os anticorpos contra a gripe para os recém-nascidos através da amamentação.

Apesar da vacina não combater o novo coronavírus, ela promove a proteção de outros três vírus bem comuns e também perigosos: Influenza A (H1N1), Influenza B e o subtipo da Influenza A (H3N2).
Além disso, ela auxilia também os profissionais da saúde a excluir do diagnóstico a gripe, já que os sintomas são semelhantes aos manifestados também pela COVID-19. Dessa forma, é possível chegar mais rápido ao diagnóstico do coronavírus.

O Ministério da Saúde salienta que a escolha dos grupos prioritários para a vacinação segue recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), uma definição também respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe.
Segundo a entidade, são priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias. Então, não deixe de se vacinar, combinado?
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, ID:36
15 Jun 2020
Quando é hora de buscar o auxílio de um especialista em reprodução humana?
Se o casal após 12 meses de tentativas de gestação (com relações sexuais frequentes sem utilizar métodos contraceptivos) não consegue engravidar, é importante buscar o auxílio profissional.
Nos casos em que a mulher já possua mais de 35 anos, esse período de alerta diminui para 6 meses.

É importante realizar exames para investigar e detectar o problema que impede a gestação natural, identificando as causas e verificando as melhores alternativas de tratamento. Conheça a seguir algumas das principais técnicas da reprodução assistida - no meu site (link 🔗na bio), você encontra mais informações sobre cada uma delas:

FERTILIZAÇÃO IN VITRO (FIV);
INJEÇÃO INTRACITOPLASMÁTICA DE ESPERMATOZOIDES (ICSI);
INSEMINAÇÃO INTRAUTERINA (IIU) ARTIFICIAL;
DOAÇÃO DE SÊMEN;
DOAÇÃO DE ÓVULOS, a OVODOAÇÃO;
Além disso, há outros procedimentos como indução da ovulação com relação sexual programada e a “barriga solidária”.

Outras situações também podem necessitar do auxílio especializado, tais como: se você quer postergar a gravidez por meio do congelamento de óvulos; em casos de casais homoafetivos que possuam o desejo da gravidez; produção independente;
Se há um histórico, por exemplo, de endometriose, cirurgias ovarianas, tratamentos contra tumor/câncer e doenças autoimunes, assim como ocorrência de dois ou mais abortos.
É possível vencer os obstáculos e realizar o sonho de formar uma família. O importante é buscar ajuda é não desistir 💙!
Saiba mais aqui!
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, ID:35
15 Jun 2020
Não necessariamente. MITO! O fato de ter apenas uma das chamadas Trompas de Falópio, ou tubas uterinas, não é no geral determinante para impedir uma gravidez. Lembrando que o papel delas é promover o transporte dos óvulos do ovário para a cavidade uterina. E é nelas que ocorre a fecundação.

A gente sabe que no período fértil da mulher é liberado óvulo de um dos ovários alternadamente, ou seja: ora do direito, ora do esquerdo, certo? Mas mesmo que haja meses em que essa ovulação ocorra no lado da trompa retirada, não há prejuízo nas chances de concepção, porque se a única trompa existente for móvel, ela é capaz de “buscar” o óvulo liberado no lado oposto ao dela.

É claro que se você possui apenas uma trompa e observa que está demorando pra engravidar, procure um especialista em reprodução humana.
Ele esclarecerá suas dúvidas, indicará exames importantes, como ultrassom e histerossalpingografia, e investigará possíveis causas que possam estar ligadas à dificuldade em gestar (outros fatores, que não a trompa, podem na verdade estar envolvidos, como idade ou mesmo infertilidade masculina).
A Fertilização in Vitro (FIV) pode ser uma boa opção de tratamento, dependendo do caso.
 
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